Resumo

Este resumo apresenta um relato1 de experiência desenvolvido em uma academia de ginástica no município de Castanhal, Pará, envolvendo uma turma composta por oito mulheres pertencentes a um grupo especial, sendo sete idosas com doenças crônicas não transmissíveis e uma adulta com condição crônica, sob a condução de duas professoras de Educação Física. O objetivo foi evidenciar o potencial da ginástica coletiva como estratégia inclusiva para a promoção da saúde integral nesse público (ACSM, 2024) . A proposta fundamenta-se na relevância de práticas corporais seguras, adaptadas e sistematizadas, especialmente para populações que demandam acompanhamento qualificado e intervenções específicas (SILVA e FERREIRA, 2020). Estudos recentes indicam que a prática regular de atividade física está associada à melhoria de indicadores físicos, funcionais e psicossociais, contribuindo significativamente para a qualidade de vida e autonomia de populações com condições crônicas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020; BULL et al., 2020). Além disso, evidências apontam que o exercício físico atua de forma positiva na saúde mental, reduzindo sintomas de ansiedade e depressão e promovendo bem-estar emocional (SCHUCH et al., 2022). O referencial teórico-metodológico baseou-se nos princípios do treinamento físico, a individualidade biológica, a progressão, a sobrecarga e a especificidade, articulados a uma concepção ampliada de saúde, que integra dimensões físicas, psicológicas e sociais. A metodologia incluiu avaliação funcional inicial e a realização de aulas compostas por exercícios de alongamento, fortalecimento muscular, coordenação motora, equilíbrio e atividades rítmicas, organizadas de forma coletiva e adaptadas às necessidades das participantes(CARVALHO et al., 2021). Para além das melhorias na aptidão cardiorrespiratória e resistência muscular, os resultados revelaram avanços na dimensão socioemocional, como o fortalecimento de vínculos, corroborando achados da literatura que destacam os benefícios do exercício físico para a manutenção da capacidade funcional em idosos (CADORE et al., 2020).

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