Entre o movimento e o cuidado: a ginástica coletiva na promoção da saúde integral em grupos especiais
Por Júlia Mayara de Souza Amoras (Autor), Sérgio Eduardo Nassar (Autor).
Resumo
Este resumo apresenta um relato1 de experiência desenvolvido em uma academia de ginástica no município de Castanhal, Pará, envolvendo uma turma composta por oito mulheres pertencentes a um grupo especial, sendo sete idosas com doenças crônicas não transmissíveis e uma adulta com condição crônica, sob a condução de duas professoras de Educação Física. O objetivo foi evidenciar o potencial da ginástica coletiva como estratégia inclusiva para a promoção da saúde integral nesse público (ACSM, 2024) . A proposta fundamenta-se na relevância de práticas corporais seguras, adaptadas e sistematizadas, especialmente para populações que demandam acompanhamento qualificado e intervenções específicas (SILVA e FERREIRA, 2020). Estudos recentes indicam que a prática regular de atividade física está associada à melhoria de indicadores físicos, funcionais e psicossociais, contribuindo significativamente para a qualidade de vida e autonomia de populações com condições crônicas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020; BULL et al., 2020). Além disso, evidências apontam que o exercício físico atua de forma positiva na saúde mental, reduzindo sintomas de ansiedade e depressão e promovendo bem-estar emocional (SCHUCH et al., 2022). O referencial teórico-metodológico baseou-se nos princípios do treinamento físico, a individualidade biológica, a progressão, a sobrecarga e a especificidade, articulados a uma concepção ampliada de saúde, que integra dimensões físicas, psicológicas e sociais. A metodologia incluiu avaliação funcional inicial e a realização de aulas compostas por exercícios de alongamento, fortalecimento muscular, coordenação motora, equilíbrio e atividades rítmicas, organizadas de forma coletiva e adaptadas às necessidades das participantes(CARVALHO et al., 2021). Para além das melhorias na aptidão cardiorrespiratória e resistência muscular, os resultados revelaram avanços na dimensão socioemocional, como o fortalecimento de vínculos, corroborando achados da literatura que destacam os benefícios do exercício físico para a manutenção da capacidade funcional em idosos (CADORE et al., 2020).