Resumo

Este artigo investiga a prática do skate na Arena Pantanal, em Cuiabá/MT, e suas interpretações por diversos agentes. Por meio da análise de notícias, entrevistas semi-estruturadas, relatos orais, visitas a campo e documentos audiovisuais produzidos pelos skatistas no local, buscou-se analisar como a construção desse Complexo- Arena, inserido em um contexto de Grandes Projetos Urbanos(GPUs) realizados na região de Cuiabá no período da Copa do Mundo de 2014, passou a se configurar como uma Mancha de lazer e lugar de sociabilidade para os skatistas. A partir disso, avaliam-se as diferentes visões sobre o skate pelo poder público, o poder privado e os skatistas locais, e as tensões geradas a partir da construção/desmonte/realocação de espaços voltados para essa prática. Conclui-se com um panorama das distintas atribuições que esses agentes imprimem à mesma prática, sejam elas: diversão, cultura, esporte e lucro.

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