Resumo

A Ginástica de Condicionamento Físico (GCF) constitui uma das principais frentes de atuação profissional em academias e demais espaços não formais, demandando competências relacionadas à avaliação, prescrição, progressão, segurança e gestão do trabalho. Contudo, estudos documentais apontam baixa densidade da ginástica como eixo estruturante na pósgraduação stricto sensu em Educação Física, com concentração institucional e predominância de modalidades esportivas, indicando fragilidades na formação avançada e na produção aplicada ao campo (Oliveira et al., 2021; Oliveira et al., 2024). Essa lacuna é particularmente sensível nas universidades federais, responsáveis por significativa parcela da formação de mestres e doutores no país. A ausência de programas ou linhas específicas pode restringir a qualificação docente, a consolidação de laboratórios e a transferência sistemática de conhecimento para a GCF, repercutindo diretamente na formação continuada e no mundo do trabalho em academias. A pesquisa, de natureza documental e caráter exploratório-descritivo, encontra-se em andamento e analisa programas de pós-graduação stricto sensu vinculados às universidades federais brasileiras. Os dados são coletados na Plataforma Sucupira/CAPES e no Cadastro e-MEC/MEC (CAPES, s.d.; MEC, s.d.), considerando programas ativos (nota 3 a 7) na área de Educação Física e áreas afins. Procede-se à análise sistemática dos campos públicos disponíveis (áreas de concentração, linhas de pesquisa, disciplinas e grupos), utilizando descritores relacionados à ginástica e ao condicionamento físico.

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