Resumo

Tendo em vista as novas recomendações para prática de atividades físicas (AF) ,relacionadas à saúde, um número crescente de pesquisadores têm preocupado-se em ,mensurar o nível de AF habitual em diversas populações, bem como tem-se procurado ,entender melhor o comportamento relacionado à prática de AF. Desta forma, tornou-se ,cada vez mais freqüente a preocupação em investigar os padrões de prática de AF, bem ,como os fatores que determinam esta prática (desestimulando ou incentivando a adesão ao ,estilo de vida fisicamente ativo). O propósito deste estudo, enfim, foi analisar os fatores ,determinantes da prática de AF de professores universitários, especialmente a existência de ,fatores facilitadores e a percepção de barreiras. Com este intuito, realizou-se um ,levantamento descritivo-correlacional, junto a uma amostra de 190 professores da ,Universidade Federal de Santa Catarina, que trabalham em regime de dedicação exclusiva. O instrumento utilizado foi um questionário de respostas objetivas, auto-administradocomposto por questões destinadas à caracterização da amostra, mensuração do nível de AF ,habitual, identificação dos estágios de mudança de comportamento, percepção de barreirasexistência de fatores facilitadores e conhecimento específico sobre AF. Os dados coletados ,foram tratados estatisticamente através do programa Statistica® (versão 5), e o nível de ,significância adotado foi "p < 0,05". A análise dos dados resultou nas seguintes ,conclusões: a) o nível de AF habitual dos professores universitários é reduzido e irregular; ,b) há diferenças entre a prática de homens e mulheres no tocante à intensidade das ,atividades habitualmente praticadas (homens praticam mais AF de intensidade vigorosa e ,combinam diferentes intensidades de prática), à regularidade da prática (mulheres são mais ,regularmente ativas) e à adesão à prática programada (mulheres aderem mais a programas ,de AF no tempo de lazer); c) a maior parte dos sujeitos percebe barreiras para a prática de ,AF, e predominam as barreiras de ordem pessoal, especialmente as relacionadas à falta de ,tempo, seguindo-se as barreiras de natureza psicológica e, enfim, as características ,ambientais (dentre as quais a falta de suporte social é mais prevalecente que o ambiente ,físico desestimulante); d) os fatores facilitadores mais presentes são relativos a crenças ,normativas, percepção de benefícios da prática de AF, ambiente físico favorável e alta ,auto-eficácia, assim como os menos presentes são relativos a suporte social; e) o nível de ,conhecimento específico sobre AF foi considerado satisfatório, e embora não represente ,uma barreira para a prática de AF de professores universitários, não é um fator facilitador ,por si só; g) as características sócio-demográficas influem consideravelmente na percepção ,de barreiras, e barreiras relacionadas à profissão, às características familiares e à classe ,econômica são os principais determinantes da prática de AF reduzida e irregular de ,professores universitários; h) em geral, as barreiras percebidas sobrepõe-se aos fatores ,facilitadores existentes.

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