Resumo

A epigenética representa um campo emergente na neurociência que investiga como fatores ambientais, como o exercício físico, modulam a expressão gênica sem alterar a sequência do DNA. Evidências sugerem que a exercício físico influencia positivamente a plasticidade sináptica, a neurogênese e a função cognitiva por meio de mecanismos epigenéticos no sistema nervoso central (SNC). Objetivo: Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar os efeitos epigenéticos do exercício físico sobre o SNC, destacando alterações moleculares, regiões cerebrais envolvidas e possíveis implicações terapêuticas. Métodos: Foi realizada uma busca sistemática nas bases PubMed, Lilacs e Scielo, com os descritores "exercise", "epigenetics" e "central nervous system". Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, que abordassem os efeitos epigenéticos do exercício no SNC em modelos animais e humanos. Após os critérios de elegibilidade, 21 estudos foram selecionados para análise. Resultados: Os estudos utilizados foram de natureza pré-clínica/ experimental. Os achados demonstram que o exercício físico promove alterações epigenéticas relevantes, como metilação e desmetilação do DNA, acetilação de histonas, regulação de miRNAs e modulação de enzimas como TET3 e FTO. Tais alterações foram observadas em regiões como hipocampo, córtex pré-frontal, hipotálamo e córtex motor, influenciando genes como BDNF, IGF-1 e VEGF. Os efeitos foram relacionados à melhora da plasticidade sináptica, função cognitiva, neurogênese e resposta ao estresse. Conclusão: O exercício físico configura-se como uma intervenção não farmacológica promissora na modulação epigenética do SNC, com implicações terapêuticas potenciais para prevenção e tratamento de distúrbios neuropsiquiátricos e neurodegenerativos.

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