Existe correlação entre idade e recuperação da frequência cardíaca em corredores amadores após Teste de Cooper?
Por Wellington Isaac Soares (Autor), Vitor Alves Marques (Autor), Naiany Pereira Silva (Autor), Franassis Barbosa de Oliveira (Autor), Fábio Santana (Autor).
Em Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício (RBFex) v. 25, n 2, 2026.
Resumo
A recuperação da frequência cardíaca (FC) após o exercício é amplamente utilizada como indicador da modulação autonômica e da aptidão aeróbia. No entanto, a influência da idade nesse processo em corredores amadores ainda não está totalmente esclarecida. Objetivo: Analisar a correlação entre idade e FC durante a recuperação em diferentes momentos após o Teste de Cooper. Participaram 22 corredores amadores do sexo masculino, com idades entre 20 e 39 anos. Método: A FC foi registrada em repouso (F0), imediatamente após o teste (F1) e cinco minutos após o esforço (F2). A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk, e a correlação entre idade e FC foi avaliada pelo coeficiente de Spearman. Resultados: Observou-se correlação negativa forte e significativa entre idade e FC em F1 (r = -0,997; p < 0,001) e F2 (r = -0,991; p < 0,001), indicando que indivíduos mais velhos apresentaram valores menores de FC pós-esforço. Conclusão: Esses achados sugerem que a idade influencia a resposta cronotrópica ao esforço, com indivíduos mais velhos atingindo menores picos de FC e, consequentemente, exibindo valores mais baixos durante a recuperação inicial. Isso não implica necessariamente em recuperação mais rápida, mas pode refletir menor ativação simpática durante o exercício. Estudos futuros devem incorporar medidas diretas da modulação autonômica e da aptidão aeróbia para aprofundar a compreensão dessa relação.
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