Força muscular em crianças e adolescentes brasileiros de 2020 a 2024: uma revisão sistemática de atualização do Projeto Report Card Brasil
Por Tiago Rodrigues de Lima (Autor), Jean Carlos Parmigiani De Marco (Autor), Clair da Costa Miranda (Autor), Priscila Custódio Martins (Autor), Letícia Gonçalves (Autor), Matheus Silveira Pedroso (Autor), Andreia Pelegrini (Autor), Diego Augusto Santos Silva (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 28, 2026.
Resumo
O objetivo do presente estudo foi identificar e sumarizar as evidências referentes à força muscular em crianças e adolescentes (idade ≤ 19 anos) no Brasil, a fim de atualizar os dados de 2018 e 2019 publicados anteriormente pelo Projeto Report Card Brasil. A busca sistemática foi conduzida em sete bases de dados, restrita a estudos publicados durante o período de janeiro de 2020 a dezembro de 2024. Foram incluídos 36 estudos, oriundos das cinco grandes regiões do Brasil. A força de preensão manual foi o teste mais frequentemente adotado nos estudos (29/58 mensurações – 50%). A prevalência de crianças e adolescentes com níveis adequados de força muscular foi de 44,1% (40,1% para o sexo masculino e 47,8% para o sexo feminino). Ao comparar com os resultados da revisão anterior (2018-2019), observou-se um aumento na prevalência de jovens com níveis adequados de força muscular (de 29,8% para 44,1%). Contudo, ao analisar a totalidade dos dados do Projeto Report Card Brasil (que inclui 17.379 participantes desde 2010), a prevalência combinada de força muscular adequada foi de 56,1% (58,8% para os meninos; 53,0% para as meninas), sugerindo uma tendência de declínio ao longo dos anos. Apesar do aumento pontual no período de 2020 a 2024, a maioria dos jovens brasileiros ainda não atinge níveis adequados de força muscular, o que reforça a necessidade de estratégias de saúde pública para a promoção de atividades de aprimoramento da força muscular.