Ginástica de academia: a produção do conhecimento na região norte (2000-2025)
Por Fabrício da Rocha Silva (Autor), Francisco Jeferson da Silva Costa (Autor), Otávio Luiz Pinheiro Aranha (Autor).
Resumo
As academias de ginástica tornaram-se um dos principais espaços de intervenção profissional na Educação Física, especialmente por conta da expansão do setor fitness e da busca por saúde e qualidade de vida. Na Região Norte, esse crescimento se expressa de forma mais intensa em capitais como Belém e Manaus. Nesse contexto, o presente estudo objetiva sistematizar o que foi produzido na região, identificando a quantidade de trabalhos por estado da Região Norte e os principais temas abordados. A pesquisa foi do tipo bibliográfica, do tipo estado da arte, com recorte temporal entre 2000 a 2025. O levantamento foi realizado por meio de buscas no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e no Google Acadêmico. Utilizou-se como descritor “ginástica de academia”, combinados com os nomes dos estados da Região Norte. Após triagem por aderência temática (academias, musculação e/ou treinamento resistido), foram selecionados 18 trabalhos sobre a temática, nos quais os estados do Pará, Amazonas e Tocantis concentraram 12 (65%), o que evidencia a existência de uma desigualdade no interior da própria região. No Pará, parte da produção dialoga com a formação e trajetória acadêmica na área (Treptow, 2006; Costa, 2017), enquanto outra se volta ao comportamento de praticantes em academias, com destaque para consumo de suplementos e uso de esteroides (Silva, 2015; Oliveira, 2012), além de perfil e nível de atividade física (Santos, 2019).