Ginástica de condicionamento físico na práxis: a periodização realmente acontece?
Por Jander Gonçalves Rolo (Autor), Amanda Azevedo Flores (Autor).
Resumo
A ginástica de condicionamento físico (GCF) é compreendida como uma prática corporal sistematizada, realizada com música, seja como elemento de cadência ou como fator motivacional, podendo ser desenvolvida em diferentes espaços, com o uso do peso corporal e/ou de materiais e aparelhos, com foco no aprimoramento das capacidades físicas e no desenvolvimento global do condicionamento físico (Flores, 2022). Na contemporaneidade do mercado de academias, a GCF, especialmente por meio das aulas coletivas, ocupa posição de destaque nas tendências mundiais (ACSM, 2026). Todavia, a eficácia dessas modalidades está condicionada à adoção de um planejamento metodológico sistematizado e fundamentado (Flores, 2015; Gomide; Rolo, 2014). Nesse sentido, a periodização do treinamento físico, definida como a organização do tempo e das cargas de treino com base em princípios científicos, configura-se como ferramenta essencial para superar o empirismo das práticas (Bompa, 2002). Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar a utilização da periodização nos programas de modalidades coletivas da GCF. Trata-se de uma pesquisa documental, de abordagem qualitativa, articulada a um relato de experiência, tendo como objeto de análise manuais e outros registros escritos. Para tanto, foram analisados manuais de cursos de capacitação em modalidades ofertadas por empresas do setor fitness, frequentados pelos(as) autores(as), com foco na periodização dos programas de aulas coletivas. Os resultados evidenciaram que os manuais apresentam modelos de capacitação específicos por modalidade, contemplando aspectos históricos das marcas, estruturas pré-definidas de aula, orientações metodológicas padronizadas e glossários de linguagem técnica obrigatória.