Ginástica de condicionamento na formação em educação física: um relato de experiência
Por Juliana Nogueira Pontes Nobre (Autor), Rafael Santiago de Souza (Autor).
Resumo
A ginástica de condicionamento, compreendida como um conjunto de práticas desenvolvidas, sobretudo, em espaços como academias, com foco na manutenção da saúde e no aprimoramento físico, constitui um campo relevante de atuação profissional na Educação Física (Souza, 1997; Nunomura, 2024). Historicamente, sua consolidação está vinculada a diferentes influências, como o halterofilismo, o método Cooper — centrado na prática de exercícios aeróbicos, especialmente a corrida, com vistas à saúde cardiovascular (Cooper, 1979) — e à expressiva expansão das academias nas décadas de 1980 e 1990 (Souza, 1997). Esse processo foi impulsionado pela crescente valorização da saúde, da estética corporal e pela popularização de programas de exercícios aeróbicos, amplamente difundidos, inclusive, por figuras midiáticas (Nobre, 1999). Diante desse cenário, destaca-se a responsabilidade da formação inicial em Educação Física em proporcionar aos graduandos o contato com diferentes contextos de atuação profissional, possibilitando uma compreensão crítica e contextualizada da realidade do campo. Nesse sentido, aceitando a experiência como o ponto de partida para a aprendizagem, coadunamos Mussi, Flores e Almeida (2021) ao afirmarem que o manuscrito do tipo relato de experiência permitem a apresentação crítica de práticas e/ou intervenções científicas e/ou profissionais.