Resumo

As coreografias de média e grande área apresentadas em eventos de Ginástica para Todos (GPT) ou realizadas em momentos de apoteose em eventos esportivos, constituem um dos mais belos espetáculos que a modalidade pode oferecer. O grande número de pessoas, o espaço amplo, os “elementos surpresa”, a música, as formações coreográficas, as transições entre elas além, da integração e harmonia de movimentos entre os participantes, formam um conjunto de beleza único que atrai os olhares do público e emociona. Mais recentemente, nas cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada Rio 2016, pudemos deslumbrar e acrescentar novos horizontes para a GPT: o uso da tecnologia das projeções como um grande e valioso aliado das coreografias de média/grande área. Este recurso já foi usado alternadamente com as coreografias e nunca tinha encontrado sua identidade neste tipo de cerimônia, em que a emoção é o parâmetro único do sucesso. Agora ele veio preencher incômodos espaços e "buracos" vazios nos gramados dos estádios e quadras de ginásios. Assim como um desenho, o contorno da coreografia continua a ser realizado pelas pessoas, mas agora esses espaços vazios puderam ser preenchidos pelas cores da “High Tec”. Estamos vivenciando a era de uma grande transformação da GPT. Para um profissional de educação física a possibilidade da realização deste tipo de coreografia, porém, pode trazer, em um primeiro momento, uma certa insegurança pela falta de formação especifica na área da Ginástica ou ainda pela inexperiência no desenvolvimento de projetos desta magnitude, que envolvem muitos alunos num grande espaço.

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