Resumo

Este artigo analisa as interfaces entre corpo, memória, movimento e envelhecimento no contexto da Ginástica para Todos (GPT) para pessoas 60+, a partir da experiência do projeto de extensão “Ginástica para Todos – Cignus Unati” da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Goiânia. Em um cenário pós-pandêmico, onde a reconfiguração das práticas corporais se faz necessária, a pesquisa busca compreender como a GPT contribui para a ressignificação das memórias corporais, o fortalecimento da autonomia e a construção de identidades positivas no envelhecimento. Fundamentado em autores como Foucault (1987), Mauss (1974), Greiner (2005) e Oliveira (2023), que sustenta o corpo como território de experiências e resistência, o estudo adota uma abordagem qualitativa e participativa, com levantamento bibliográfico e observação sistemática. Propõe-se um diálogo crítico com a tradicional dicotomia natureza-cultura na Educação Física, defendendo a GPT como prática educativa, cultural e inclusiva, comprometida com a dignidade e os direitos da pessoa idosa.

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