Ginástica Para Todos (GPT) da Escola: Trabalho educativo crítico a partir de temas geradores em aulas de educação física escolar
Por Aline Manetta Perticarati Fornazari Guerra (Autor), Andresa de Souza Ugaya (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
A pesquisa "Ginástica para Todos da escola: pressupostos teóricos freirianos para caminhos de insurgência", desenvolvida no âmbito do PROEF, aprovada pelo CEP da UNESP pelo Parecer n° 6.216.756, propôs uma práxis pedagógica fundamentada na educação física (EF) crítico-libertadora com 65 estudantes de três 9° anos de uma escola municipal de São Paulo. Justificativa: Valorização do protagonismo juvenil como caminho de insurgência na EF. Objetivo: Analisar e discutir se as aulas, pautadas no princípio da dialogicidade e envolvendo a construção coletiva de coreografias de GPT, provocaria mudanças no contexto de conflitos, exclusão e opressão percebidas no período pós-pandemia. Método: Tal pesquisa qualitativa, guiou-se pelo método da pesquisa-ação. Os dados foram levantados por meio de Trabalho Coletivo de Autoria, que envolveu processos criativos de construções coreográficas em GPT em consonância com temas geradores definidos com estudantes: Machismo e a violência contra as mulheres, Cultura Urbana e Liberdade de Expressão e Censura. O registro dos dados ocorreu por meio de fotos, vídeos, escritos críticos de estudantes e diário de campo da professora-pesquisadora e foram analisados a partir da triangulação em discussão com o referencial teórico freiriano e a EF crítico-libertadora. Resultado: A análise e discussão dos dados mostraram que o processo de construções coreográficas coletivas e sua apresentação no evento de culminância, com potente momento dialógico entre estudantes, docentes e equipe gestora, trouxe mudanças relacionadas à autonomia, sensibilidade, resolução de conflitos e engajamento. Conclusão: Por meio de um trabalho educativo crítico, a GPT catalisou o caminho da transitividade ingênua em que se encontravam os corpos oprimidos daquela juventude à transitividade crítica de corpos conscientes. Estudantes e docentes identificaram o êxito no processo coletivo e a diminuição das situações de exclusão, conflitos e opressão como fruto do processo de construção coreográfica em GPT vivenciado em aulas de EF pautadas na perspectiva crítico-libertadora e no referencial teórico freiriano.