Habilidades motoras finas na era digital: o papel da expressão gráfica em um estudo exploratório
Por Giuseppe Giardullo (Autor), Tiziana D'Isanto (Autor), Pompílio Cusano (Autor), Francesca D'Elia (Autor).
Em Journal of Physical Education (Até 2016 Revista da Educação Física - UEM) v. 36, n 1, 2025.
Resumo
O desenvolvimento das tecnologias digitais transformou profundamente os hábitos diários, envolvendo alunos da pré-escola e do ensino fundamental, que utilizam cada vez mais ferramentas digitais para atividades como escrita e desenho. Como resultado dessa mudança, observa-se um crescente enfraquecimento de habilidades consideradas normais no desenvolvimento infantil até algumas décadas atrás, como a coordenação motora fina. A amostra é composta por 60 crianças com idades entre 5 e 11 anos que participaram de um acampamento de verão. O objetivo do estudo é avaliar os níveis de habilidades motoras finas relacionadas à representação gráfica do desenho no contexto de atividades físicas lúdicas e recreativas típicas de ambientes de aprendizagem informal. O método envolveu a aplicação do Teste Mão-Forma, analisando três áreas específicas: Espaço, Organização Grafomotora e Qualidade Motora. Os resultados mostraram que 87% da amostra apresentou desempenho adequado no geral, enquanto 65% apresentaram desempenho inadequado na área de espaço. A análise estatística de correlação de Pearson revelou que o coeficiente de correlação entre idade e pontuação de qualidade motora é r = 0,580244, enquanto o valor de r entre tempo e pontuação geral é -0,0176. Os resultados do estudo confirmam que uma boa porcentagem de crianças mantém habilidades físicas adequadas. No entanto, vários problemas críticos relacionados a valores baixos, como habilidades visoespaciais, qualidade motora e postura, emergiram, indicando deficiências evidentes na motricidade fina.