Resumo

: Modelos animais de ambiente enriquecido (AE) estimulam o aumento dos níveis de atividade física voluntária, o que parece repercutir de forma protetora nas respostas neuroinflamatórias. Contudo, ainda são raros os estudos que avaliaram os impactos que o AE pode gerar nas repostas neuroimunes de animais senis submetidos a uma encefalite viral. OBJETIVO: Analisar se o AE promove respostas neuroprotetoras em animais senis sob condições de encefalite viral. METODOLOGIA: Camundongos foram mantidos ao longo da vida em AE ou em ambiente padrão (AP), quando completaram 18 meses, um grupo controle foi inoculado com solução salina (APSC e AESC), enquanto outros foram infectados por via intranasal com o vesiculovírus Marabá (APSI e AESI). Depois de 6 dias foram eutanasiados para processamento do encéfalo e realização de testes de citometria de fluxo para quantificar os níveis de MCP-1, imuno-histoquímica viral para verificar as características geográficas da infecção viral, Anti-IBA-1, bem como avaliar a reação microglial. Para comparar níveis de MCP-1 entre os grupos utilizamos ANOVA de uma via, Bonferroni foi usado como post hoc teste. Os experimentos foram realizados de acordo com o Guia dos Institutos Nacionais de Saúde para o Cuidado e Uso de Animais de Laboratório (8ª edição, 2002) e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal do IEC, Processo nº 27/2015/CEUA/IEC/ SVS/MS. RESULTADOS: Os animais do APSI apresentaram a presença do vírus de forma difusa e intensa em diversas áreas do encéfalo, entre elas o bulbo olfatório, o córtex frontal, o hipocampo e o tronco encefálico, enquanto os animais do AESI apresentaram a presença do vírus nas mesmas regiões, porém, com presença visivelmente menor. Os animais APSI também apresentaram altos níveis de ativação microglial comparado aos animais controles e aos AESI. Além disso, os animais APSI apresentaram maiores níveis de MCP-1 comparado aos animais controles (média: APSC: 15,55pg/ml ±7,918pg/ml x APSI: 1007pg/ml ±251,2pg/ml / CI: -1331 para -652,2; AESC: 0pg/ml x APSI: 1007 pg/ml ±251,2pg/ml; CI: 667,7 para 1347), e animais AESI (Média: 216,5pg/ml ±163,4pg/ml x APSI: 1007pg/ml ±251,2pg/ml; CI: 451,2 para 1130), (p≤ 0,05). CONCLUSÃO: Os dados mostram que animais que vivem com maior exposição à prática de atividade física ao longo da vida podem desenvolver repostas imunes neuroprotetoras nas fases senis da vida quando expostos a infecções com alto impacto neuroinflamatório

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