IFSC Gaspar 60+: memórias e experiências como estratégia para o pertencimento social
Por Suelen Vicente Vieira (Autor), Anne Burkhardt Junkes (Autor), Fernanda Cardoso Serafim (Autor), Anderson da Silva Honorato (Autor), Laiana Pereira da Silveira (Autor).
Em XX Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
A expectativa de vida da população brasileira está aumentando a cada ano, levando a um crescimento significativo da população idosa, isso destaca a importância da elaboração e manutenção de políticas públicas voltadas para o público idoso. O projeto IFSC Gaspar 60+ visa possibilitar atividades que permitam a autonomia e o sentimento de pertencimento social, resgatando memórias e colocando a pessoa idosa como protagonista da sua história. Composto por docentes, alunos do ensino médio e superior, além dos idosos participantes, o projeto ofertou quatro oficinas (encontros semanais de 1 hora) no primeiro semestre de 2024 com tema principal memória, sendo: “Caminhos da memória: quais histórias contam as roupas?”, “Memórias e Música: encontro melódico com o grupo 60+”, “Sabores da matemática” e “Brincar é bom demais”. Destaca-se que no desenvolvimento das oficinas, os docentes responsáveis articulavam a memória com o tema de sua formação e afinidade. Cada oficina foi desenvolvida conforme os objetivos e as necessidades propostas pelo docente, respeitando as necessidades expressas pelo público participante, utilizando materiais como: fotografias, músicas, cartazes, alimentos, brinquedos, jogos, entre outros. Além de atender os objetivos iniciais do projeto, percebeu-se que a iniciativa trouxe resultados positivos individuais aos participantes, recebendo retorno dos envolvidos por meio de falas e ações, como o engajamento e participação no projeto, interesse na continuidade das atividades no ano seguinte, entre outros. O projeto mostrou-se eficiente, tendo uma produtividade notável no período de realização, com a efetivação de 17 encontros no 1º semestre de 2024, sendo um deles uma visita guiada ao museu Hering. O projeto contempla ainda alguns dos objetivos do desenvolvimento sustentável proposto pela ONU. Cada uma das oficinas teve um bom aproveitamento de tempo concretizando as atividades propostas de maneira que os idosos pudessem compreender o porquê da necessidade de cada uma dessas. Ainda assim, os envolvidos perceberam que, caso fosse possível utilizar mais tempo para cada uma das oficinas, conseguiriam apurar ainda mais as ideias desenvolvidas. Cada uma das oficinas proporcionou um momento de autoconhecimento ao qual puderam trabalhar suas individualidades, necessidades e autonomia. Os idosos conseguiram trazer suas vivências pessoais para o grupo, complementando as práticas trazidas pelos docentes, como exemplo a oficina “Brincar é bom demais” em que foram conduzidas práticas de jogos e brincadeiras pertencentes às infâncias dos idosos participantes. Esses complementos foram materializados com objetos físicos como fotografias e brinquedos, elementos marcantes de seu passado, quanto por histórias, músicas, receitas e vivências que tiveram ao longo de sua trajetória de vida. Destaca-se ainda a rica possibilidade de inserção dos discentes de ensino médio e superior em atividades de pesquisa e extensão, proporcionados pela vivência no projeto IFSC Gaspar 60+, bem como no encontro geracional proporcionado por esse grupo.