Imane Khelif e feminilidades dissonantes nos jogos olímpicos: analisando a repercussão midiática do site “terra”
Por Gabriel Coelho (Autor).
Resumo
Ao longo do século XX, discursos ancorados nas ciências biomédicas reforçaram a noção de superioridade esportiva dos homens com relação às mulheres. Assim, o Comitê Olímpico Internacional (COI) criou testes de gênero sob o argumento de garantir que nenhum “homem” se infiltrasse na “categoria feminina” (Batista; Camargo, 2020). Inicialmente, os testes envolviam inspeções visuais de mulheres nuas e toques nas genitálias. Após reformulações e avanços científicos, os testes passaram a consistir em uma análise cromossômica chamada “corpúsculo de Barr”. Os testes foram obrigatórios até a virada do século, e excluíram feminilidades dissonantes, como mulheres intersexo2 e transexuais3 . Diretrizes estabelecidas em 2004 e reformadas em 2015 mudaram este cenário.