Impacto da alteração do método de pontuação durante jogos reduzidos na carga de treino externa e interna em jovens jogadores de futebo
Por Marxno Ermesony Sabino da Silva (Autor), Bruno Laerte Lopes Ribeiro (Autor), Ayrton Bruno de Morais Ferreira (Autor), Fabio Yuzo Nakamura (Autor), Ricardo Santos Oliveira (Autor), Arnaldo Luis Mortatti (Autor).
Resumo
Diversas estratégias podem ser utilizadas para manipular a carga aguda de treino em jogos reduzidos. No entanto, o impacto de diferentes métodos de pontuação nas cargas internas e externas de jovens atletas durante esses jogos continua a ser um tema em debate. O presente estudo teve como objetivo comparar as cargas de treino externas e internas e a perceção de recuperação em jogos reduzidos com aplicação de diferentes constrangimentos relativos à finalização do ataque. O objetivo secundário foi analisar a correlação entre as cargas de treino internas e externas. Em dias separados, 13 jovens jogadores (Midade 14.7 ± 0.4 anos) realizaram três modelos diferentes de jogos reduzidos, nomeadamente a posse de bola, a zona de finalização e a utilização de balizas de tamanho reduzido. Durante os jogos reduzidos, os jogadores utilizaram acelerómetros para obter valores de aceleração brutos, os quais foram posteriormente transformados em carga de treino externa medida com o PlayerLoadTM. Aproximadamente 20 minutos após o término da sessão de jogos reduzidos, foi obtida a carga de treino interna dos participantes, utilizando o método da percepção subjetiva do esforço da sessão (PSE da sessão). Foram encontradas diferenças significativas entre os valores de carga de treino externa (F(2,28) = 35.046, p < .001; ŋ²= .78). A posse de bola resultou em cargas de treino externas mais elevadas em comparação com a zona de finalização e com a utilização de balizas de tamanho reduzido. Da mesma forma, a posse de bola também causou cargas de treino internas mais elevadas em comparação com a zona de finalização e com a utilização de balizas de tamanho reduzido (F(2,28) = 19.549, p ≤ .001; ŋ²= 0.62). Em conclusão, a posse de bola resultou em cargas de treino externas e internas mais elevadas, enquanto a utilização de balizas de tamanho reduzido levou a cargas de treino externas e internas mais elevadas do que a zona de finalização. Futuramente, os treinadores podem optar por usar a posse de bola em intensificações de treino e jogos reduzidos com utilização de balizas de tamanho reduzido em períodos de cargas reduzidas de treino.