Resumo

O objetivo desta pesquisa é avaliar o impacto das reformas legais e regulatórias na redução da mortalidade no boxe profissional, analisando dados históricos de mortes por traumatismo cranioencefálico antes e depois de mudanças regulatórias importantes (redução do número de rounds, exigências médicas, regulamentação do uso de luvas) para determinar a eficácia dessas modificações e propor melhorias à legislação vigente. O boxe é um esporte com longa história e popularidade global, mas sua natureza violenta representa riscos à saúde dos atletas. Mortes em combate têm gerado debates médicos, legais, éticos e sociais, pois, embora os boxeadores assumam certos perigos, as instituições têm a responsabilidade de proteger seu bem-estar. Lesões cerebrais, como a encefalopatia traumática crônica (ETC), são um dos maiores riscos, e alguns defendem regulamentações mais rigorosas que incluam exames médicos completos e limites no número de lutas para mitigar esses perigos. No entanto, alguns críticos argumentam que, devido à natureza do esporte, lesões graves são inevitáveis. Nesse contexto, debate-se se o boxe deve ser proibido ou se é possível regulamentá-lo para reduzir os riscos sem eliminar seu valor cultural e econômico, embora as estatísticas indiquem que as regulamentações nas federações têm mitigado favoravelmente as lesões, mas sobretudo as mortes nesse esporte.

Acessar