Impacto das reformas legislativas na redução de mortes no boxe profissional
Por Luis Fernando Miguel Martínez (Autor), Luís Abel Solano Ramírez (Autor), Luís Abel Solano Santiago (Autor), Adolfo Demétrio Gómez González (Autor).
Em Lecturas: Educación Física y Deportes v. 30, n 332, 2025.
Resumo
O objetivo desta pesquisa é avaliar o impacto das reformas legais e regulatórias na redução da mortalidade no boxe profissional, analisando dados históricos de mortes por traumatismo cranioencefálico antes e depois de mudanças regulatórias importantes (redução do número de rounds, exigências médicas, regulamentação do uso de luvas) para determinar a eficácia dessas modificações e propor melhorias à legislação vigente. O boxe é um esporte com longa história e popularidade global, mas sua natureza violenta representa riscos à saúde dos atletas. Mortes em combate têm gerado debates médicos, legais, éticos e sociais, pois, embora os boxeadores assumam certos perigos, as instituições têm a responsabilidade de proteger seu bem-estar. Lesões cerebrais, como a encefalopatia traumática crônica (ETC), são um dos maiores riscos, e alguns defendem regulamentações mais rigorosas que incluam exames médicos completos e limites no número de lutas para mitigar esses perigos. No entanto, alguns críticos argumentam que, devido à natureza do esporte, lesões graves são inevitáveis. Nesse contexto, debate-se se o boxe deve ser proibido ou se é possível regulamentá-lo para reduzir os riscos sem eliminar seu valor cultural e econômico, embora as estatísticas indiquem que as regulamentações nas federações têm mitigado favoravelmente as lesões, mas sobretudo as mortes nesse esporte.