Impacto do Treinamento Aeróbio Intervalado Periodizado Sobre a Modulação Autonômica Cardíaca e Variáveis Cardiovasculares em Portadores de Síndrome Metabólica

Por: Laís Manata Vanzella.

36 páginas. 2017 20/07/2017

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.Resumo

Introdução: Alterações na modulação autonômica e em parâmetros cardiovasculares podem estar presentes na síndrome metabólica (SM), sugerindo um mal funcionamento fisiológico e alto índice de morbi-mortalidade desta população. Nesse contexto, é de fundamental importância a escolha de tratamentos eficazes que possam amenizar esse quadro. Objetivo: Avaliar os efeitos do treinamento aeróbio intervalado (TAI) periodizado sobre a modulação autonômica cardíaca e parâmetros cardiovasculares de indivíduos com SM. MÉTODOS: Para a realização do presente estudo foram recrutados 52 indivíduos com diagnóstico de SM, os quais foram alocados em dois grupos: TAI (GTAI; n = 26) e controle (GC; n = 26). O grupo GTAI foi submetido a um programa de TAI periodizado, durante 16 semanas. Para avaliação da modulação autonômica e parâmetros cardiovasculares foram mensurados, em ambos os grupos no início e ao final do treinamento, índices de variabilidade da frequência cardíaca (VFC), pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC). Para a avaliação dos efeitos do TAI sobre as variáveis analisadas foi realizada a análise de Covariância (ANCOVA), que comparou a diferença das médias entre os grupos GTAI e GC ajustando-se por sexo, idade e hipertensão (controlada ou não). Resultados: Aumento significativos nos índices rMSSD (6,15±2,10 vs. -0,18±2,14), LFms2 (419,84±123,53 vs. -7,08±126,11), SDNN (8,55±2,63 vs. -1,51±1,68), RRTRI (-1,25±0,58 vs. 1,41±0,57), SD1 (-0,13±1,52 vs. 4,34±1,49) e SD2 (-2,14±3,59 vs. 11,23±3,52) foram observados no grupo GTAI e a análise qualitativa do plot de Poincaré mostrou aumento na dispersão dos intervalos RR tanto a curto quanto a longo prazo nesse grupo em comparação ao GC após a intervenção. Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos para os índices lineares de VFC no domínio da frequência [LFun (5,74±3,29 vs. -1,67±3,36), HFun (-5,72±3,27 vs. 1,66±3,34) e relação LF/HF (0,58±0,63 vs. -0,109±0,64)], assim como nos parâmetros cardiovasculares PAS, PAD e FC e nos índices geométricos TINN (-4,05±17,38 vs. 25,52±17,03) e relação SD1/SD2 (0,03±0,02 vs. 0,00±0,02). Conclusão: Pode-se concluir que 16 semanas de TAI foi capaz de promover efeitos benéficos da modulação autonômica de indivíduos com SM, caracterizada por aumento da modulação parassimpática e simpática e da variabilidade global

Endereço: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/151239

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