Impacto da Economia de Corrida na Performance da Maratona

Por: José Maia e Mário Paiva.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Objectivo: O objectivo desta pesquisa foi determinar o grau de dependência da
performance na maratona relativamente à economia de corrida (EC). Material e
Métodos: O estudo foi realizado com uma amostra de 50 maratonistas masculinos
(idade = 34.64±6.21 anos; altura = 169.22± 5.22 cm; peso = 62.04±7.26 kg) tendo
terminado a prova com uma performance média de 160.51±24.38 min. Os atletas
foram divididos em três grupos de acordo com o seu nível de desempenho: 1) o
grupo de elite (GEB), 20 indivíduos com uma performance média de 139.33±5.22
min (32.00±3.96 anos); 2) o grupo de nível médio (GM), 16 indivíduos com uma
performance média de 166.95±7.64 min (36.75±4.86 anos); e 3) o grupo de atletas
lentos (GL), 14 sujeitos com uma performance média de 196.01±8.36 min
(43.00±2.16 anos. A EC foi analisada de acordo com o conceito de custo energético
da corrida (C) referido inicialmente por MARGARIA (1963) e mais tarde desenvolvido
por DI PRAMPERO et al. (1986) definido como a energia necessária para transportar o
corpo de um sujeito por unidade de distância (expresso em ml de O2. kg-1.km-1).
Os procedimentos estatísticos utilizados foram a análise de variância e a correlação
de Pearson. O programa estatístico utilizado foi o SPSS. Resultados:A média amostral
total obtida da EC à velocidade da maratona expressa pelo custo em oxigénio por
unidade de distância (ECvmar) foi de 203.98±23.17 ml.kg-1.km-1. Os resultados
por categorias do nosso estudo, são os seguintes: No GEB o valor foi de 201.27±21.14
ml.kg-1.km-1 (n=20; IC=191.38-211.17), no GM de 204.89±27.68 ml.kg-1.km-
1(n=16; IC=190.14-219.64) e no GL 190.14-219.64 (n=14; IC=194.40-219.28).
Os resultados da Anova (F=0.247, p=0.78) não revelaram diferenças significativas
na EC, não obstante se terem verificado valores distintos de prova nos três grupos.
O valor de correlação entre a EC de todos os atletas e o tempo de prova foi de
r=0.06 (irrelevante). Contudo, quando se calcularam correlações no seio de cada
grupo constatou-se que no GEB, o r= 0.33 (p > 0.05), no GM, o r=0.13 (p > 0.05)
e no GL, o r=0.54 (p=0.048). Conclusões:A EC tal como definida por DI PRAMPERO
et al. (1986) não diferenciou a performance não obstante a elevada heterogeneidade
da amostra; nas categorias homogéneas de maratonistas em função do seu tempo
de prova, a EC mostrou alguma associação, sendo mais forte nos atletas de rendimento
mais baixo. Estes resultados exigem a consideração de não só outros factores
explicativos do desempenho.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/64_Anais_p277.pdf

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