Resumo

Este resumo é originário da Dissertação de Mestrado em “Atividade Física e Saúde da Universidad Del Atlântico”, intitulada “Nivel de atividade física, condições de saúde e qualidade de vida dos policiais militares de um Estado da Amazonia Ocidental em tempos de pandemia - Covid-19”. O objetivo fora analisar o impacto da pandemia Covid-19 sobre o nível de atividade física (NAF), saúde e qualidade de vida (QV) dos policiais militares (PMs) de Rondônia. A metodologia foi através de um estudo de campo de natureza descritiva, transversal e com enfoque quantitativo. Para a coleta de dados, foi elaborado um questionário fechado, respondido por 358 PMs da ativa da Polícia Militar, entre 2020 e julho de 2021. Os dados sobre as mortes por Covid-19 foram coletados no Boletim da Covid-19 da Secretaria de Defesa e Segurança Pública de Rondônia. Utilizou-se o IPAQ-versão curta para avaliar o NAF e o WHOQOL-Bref para a QV. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob número CAAE: 46707720.0.0000.0011e Parecer nº 4.977.248. Dados tabulados no EXCEL e a estatística descritiva pelo software BioEstat 5.0 e pela planilha do WHOQOL-bref (Pedroso, et. al., 2010). Os resultados apontaram que os PMs têm em média (39,21 ± 6,41) anos de idade, (15,44 ± 7,64) anos de serviço policial e trabalham em média (6,87 ± 2,04) horas diárias. (52,79%) dos PMs possuem curso superior, (69,27%) são casados, (47,49%) são subtenentes/sargentos e renda entre 5 e 7 salários-mínimos. O IPAQ-versão curta identificou que a atividade física (AF) acumulada foi de (295,01 ± 252,59) min/semana. Todavia, (24,86%) dos PMs são sedentários e (22,62%) irregularmente ativos. Concernente as condições de saúde, (43,02%) dos PMs relataram possuir uma ou mais doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), tais como: doenças cardiovasculares, triglicerídeos e colesterol elevados, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, câncer, distúrbios osteomusculares, depressão, ansiedade e (34,08%) haviam sido infectados e houve 12 mortes por Covid-19. A média para a QV geral foi de (15,21 ± 2,00). Entre os domínios do WHOQOL-Bref, o maior escore foi para o domínio psicológico (16,01 ± 2,11) e o menor para meio ambiente (14,20 ± 2,28) e o comprometimento das facetas sentimentos negativos (24,86%), dependência de medicação ou tratamento (27,30%), e por fim, dor e desconforto (30,52%). No entanto, (76,80%) dos PMs avaliaram a QV como muito boa e boa e (65,80%) estão muito satisfeitos ou satisfeitos com sua saúde. Conclui-se, que houve um elevado percentual de PMs com baixo NAF, portadores de DCNT e infectados pela Covid-19. Entretanto, os PMs relataram boa saúde e níveis satisfatórios de qualidade de vida, apesar das condições crônicas de saúde e caráter subjetivo que permeia a qualidade de vida. Esses achados, sugerem que durante a pandemia da Covid-19, os PMs reduziram paulatinamente a prática de AF dentro e fora da caserna, em função do distanciamento e isolamento social imposto pelas autoridades, fatores que contribuíram para diminuir o NAF e consequentemente comprometer momentaneamente a saúde e a qualidade de vida desses indivíduos.