Resumo

O estresse psicológico é um fator relevante para o adoecimento mental, especialmente entre universitários, devido à sobrecarga acadêmica e instabilidade emocional. A exposição prolongada a estressores pode desregular o eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (HPA), aumentando sintomas de ansiedade, depressão e prejuízos cognitivos. Nesse contexto, o exercício físico tem sido investigado como estratégia não farmacológica para regulação do estresse e promoção da saúde mental. Esta revisão narrativa (2021–2026), realizada na PubMed, analisou 51 estudos de um total inicial de 116. Os estudos clínicos e transversais somaram 2.507 participantes, enquanto meta-análises incluíram 68.214 indivíduos. As intervenções variaram em modalidade, intensidade e duração. Os resultados indicam que o exercício físico modula o eixo HPA, reduzindo o cortisol basal e promovendo melhora nos sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Exercícios aeróbios e resistidos apresentam efeitos distintos e complementares: os aeróbios aumentam o cortisol agudamente, mas promovem adaptações crônicas com menor reatividade ao estresse; já o treino resistido e o HIIT geram respostas endócrinas mais intensas durante a prática. A intensidade mostrou-se determinante, sendo exercícios leves a moderados (3–6 METs) os mais eficazes na redução do cortisol. A prática regular (≥3 vezes/semana) e o volume mínimo de 600 MET-min/semana foram associados a melhores desfechos. Conclui-se que o exercício físico contribui para a regulação do estresse e melhora da saúde mental, por meio da modulação do cortisol, do eixo HPA e do aumento de BDNF, neurogênese e neuroplasticidade. Modalidades combinadas parecem potencializar benefícios metabólicos e psicológicos. 

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