Resumo

Este estudo examinou a associação entre ativos do bairro percebidos e marcadores antropométricos em escolares residentes em áreas urbanas de alto risco social, comparando os resultados para a envergadura com aqueles observados para o Índice de Massa Corporal (IMC). Foi realizado um estudo transversal com 164 escolares (82 meninas e 82 meninos; 6-15 anos) de Tegucigalpa, Honduras. Aplicou-se uma escala adaptada de ativos do bairro e sua estrutura interna foi avaliada por meio de análise fatorial exploratória. A associação entre capital comunitário percebido e envergadura foi estimada por regressão linear hierárquica, ajustada por idade e sexo, enquanto o IMC foi analisado como indicador antropométrico de comparação. A análise fatorial identificou uma estrutura trifatorial com elevada consistência interna (α = 0,837-0,943). Não foram observadas diferenças entre sexos para idade, IMC ou envergadura; contudo, o capital comunitário apresentou valores maiores entre as meninas (p = 0,035). No modelo ajustado, o capital comunitário associou-se positivamente à envergadura (β = 0,155; p = 0,004), com incremento de 2,2% na variância explicada. Não foram observadas associações significativas entre capital comunitário e IMC. Estes resultados sugerem que, entre escolares residentes em contextos urbanos socialmente adversos, o capital comunitário percebido pode associar-se a um marcador estrutural de crescimento físico, mas não a um indicador ponderal. Estudos longitudinais são necessários para esclarecer a temporalidade e a natureza dessas associações.

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