Indicadores Antropométricos e Risco Cardiovascular em Pessoas Idosas residentes na comunidade na Região Norte do Brasil
Por Lucineide Praia dos Reis (Autor), Duarte Henriques-Neto (Autor), Luana da Silva Fonseca (Autor), Alex Barreto de Lima (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
O envelhecimento populacional no Brasil, especialmente em regiões vulneráveis como o Amazonas, aumenta a suscetibilidade a doenças crônicas, destacando a importância da avaliação do estado nutricional e do risco cardiovascular em idosos por meio de indicadores antropométricos. Objetivo: Analisar o estado nutricional e o risco cardiovascular de idosos residentes no Amazonas, além de caracterizar esses indicadores segundo faixas etárias. Métodos: Estudo transversal aprovado por Comitê de Ética (parecer: 5.585.578), com 1.359 idosos de Borba, Novo Aripuanã e Tonantins. Foram coletadas medidas antropométricas e calculados IMC, circunferência da cintura (CC) e relação cintura-quadril (RCQ). Utilizou-se estatística descritiva, teste t independente, qui-quadrado e ANOVA (p<0,05).Resultados: A amostra foi composta majoritariamente por mulheres (80,6%), com idade média de 72,2 ± 7,8 anos (mulheres) e 72,8 ± 7,0 anos (homens). Houve diferenças significativas entre os sexos para massa corporal (72,5 ± 11,6 vs. 65,6 ± 12,9 kg; p<0,001), estatura (162,3 ± 7,5 vs. 151,9 ± 6,1 cm; p<0,001) e IMC (27,5 ± 4,2 vs. 28,4 ± 4,9 kg/m²; p=0,008), com maiores valores de IMC nas mulheres. O IMC médio geral foi de 28,2 ± 4,8 kg/m², indicando sobrepeso, sendo que mais de 70% dos idosos estavam classificados como sobrepeso ou obesidade em todas as faixas etárias. A CC (89,8 ± 11,7 vs.89,1 ± 10,9 cm; p=0,338) e a RCQ (0,87 ± 0,09 vs. 0,88 ± 0,08; p=0,095) não diferiram entre os sexos. A maioria dos participantes foi classificada com baixo risco cardiovascular segundo CC e RCQ, independentemente do sexo e da idade, com variações discretas entre faixas etárias.Conclusão: Observou-se alta prevalência de excesso de peso, contrastando com baixos níveis de risco cardiovascular. Esses achados sugerem limitações do IMC isolado e reforçam a importância do uso combinado de indicadores antropométricos