Indicadores de aptidão funcional e comprometimento cognitivo em idosos
Por Carolina Rego Chaves Dias (Autor), Saulo Vasconcelos Rocha (Autor), Jefferson Paixão Cardoso (Autor), Bruna Maria Palotino Ferreira (Autor), Ariani França Conceição (Autor), Clarice Alves dos Santos (Autor).
Em Revista Brasileira de Medicina do Esporte v. 30, n 1, 2024.
Resumo
As perdas cognitivas estão entre os eventos mais prevalentes na população idosa, podendo causar déficits funcionais. Dentre as alternativas de prevenção e tratamento não medicamentosos disponíveis, o aumento dos níveis de aptidão funcional apresenta-se como uma estratégia importante sugerindo melhorias na função física e na função cognitiva de idosos, desencadeadas através da prática de exercícios.
Objetivo: Determinar o poder preditivo dos indicadores de aptidão funcional e estabelecer seus pontos de corte como discriminadores do comprometimento cognitivo em idosos.
Métodos: A amostra compreendeu 310 idosos que responderam a um questionário composto por informações sociodemográficas, hábitos de vida, hospitalização nos últimos 12 meses, presença de comorbidade e o Mini-Exame do Estado Mental. A aptidão funcional foi avaliada por meio dos testes de Força de Preensão Manual (FPM) e o de sentar e levantar da cadeira. Para identificação dos preditores do comprometimento cognitivo, foi adotada a análise das curvas Receiver Operating Characteristic (ROC), com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Posteriormente, identificaram-se os pontos de corte com as respectivas sensibilidades e especificidades. As análises foram efetuadas respeitando-se o nível de significância de 5%.
Resultados: Observou-se que alguns indicadores de aptidão funcional apresentaram Área Sob a Curva (ASC) significativas, sendo que o teste de sentar e levantar da cadeira (ASC=0,72; IC95%= 0,64-0,77) apresentou os melhores resultados. Os melhores pontos de corte para o teste de FPM e o teste de sentar e levantar da cadeira foram de 18,8 kgf e 8 repetições respectivamente.
Conclusão: Os resultados do presente estudo permitem concluir que o teste de sentar e levantar da cadeira apresenta moderada eficiência para discriminar a presença de comprometimento cognitivo em idosos