Índice de vulnerabilidade clínico-funcional (ivcf-20) na avaliação de pessoas idosas participantes de um grupo de promoção de saúde e práticas corporais na atenção primária à saúde
Por Bianca Fernandes Silva Santos (Autor), Wanessa Souto Rodrigues Pereira (Autor), Karyna de Cássia Queiroz da Silva (Autor), Ruan da Cruz Alves (Autor), Maria Manuelle dos Santos Moura (Autor), Maíra de Oliveira Lima (Autor), Valéria Pinto Rodrigues (Autor), Bruna Ferreira de Freitas (Autor).
Em Revista CPACQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida v. 18, n 1, 2026.
Resumo
O envelhecimento populacional brasileiro amplia a necessidade de estratégias de cuidado que permitam identificar precocemente condições de vulnerabilidade na pessoa idosa. Nesse contexto, o Índice de Vulnerabilidade ClínicoFuncional-20 destaca-se como instrumento de triagem aplicável na Atenção Primária à Saúde. O presente estudo teve como objetivo avaliar o índice de vulnerabilidade clínico-funcional de pessoas idosas participantes de um grupo de promoção de saúde e práticas corporais da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo observacional transversal, de abordagem quantitativa, realizado com 45 pessoas idosas participantes do projeto de promoção de saúde e práticas corporais em uma unidade de saúde de Belém. A coleta ocorreu entre março e maio de 2025, por meio da aplicação do IVCF-20, e os dados foram analisados por estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Predominaram participantes do sexo feminino (87%) e na faixa etária entre 60 e 74 anos (87%). Observou-se elevada independência funcional, com 100% de independência nas atividades básicas e 80% a 91% nas atividades instrumentais. Apesar disso, 47% relataram desânimo, tristeza ou desesperança, e 44% apresentaram indícios de comprometimento cognitivo. Na classificação final, 55,56% apresentaram baixa vulnerabilidade, 26,67% vulnerabilidade moderada e 17,78% alta vulnerabilidade. Os achados sugerem que a participação em grupos de práticas corporais pode favorecer a manutenção da funcionalidade, embora não exclua vulnerabilidades emocionais e cognitivas. Conclui-se que o IVCF-20 mostrouse útil para o rastreamento multidimensional da saúde da pessoa idosa, contribuindo para o planejamento de ações na Atenção Primária.