Resumo

 O envelhecimento populacional brasileiro amplia a necessidade de estratégias de cuidado que permitam identificar precocemente condições de vulnerabilidade na pessoa idosa. Nesse contexto, o Índice de Vulnerabilidade ClínicoFuncional-20 destaca-se como instrumento de triagem aplicável na Atenção Primária à Saúde. O presente estudo teve como objetivo avaliar o índice de vulnerabilidade clínico-funcional de pessoas idosas participantes de um grupo de promoção de saúde e práticas corporais da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo observacional transversal, de abordagem quantitativa, realizado com 45 pessoas idosas participantes do projeto de promoção de saúde e práticas corporais em uma unidade de saúde de Belém. A coleta ocorreu entre março e maio de 2025, por meio da aplicação do IVCF-20, e os dados foram analisados por estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Predominaram participantes do sexo feminino (87%) e na faixa etária entre 60 e 74 anos (87%). Observou-se elevada independência funcional, com 100% de independência nas atividades básicas e 80% a 91% nas atividades instrumentais. Apesar disso, 47% relataram desânimo, tristeza ou desesperança, e 44% apresentaram indícios de comprometimento cognitivo. Na classificação final, 55,56% apresentaram baixa vulnerabilidade, 26,67% vulnerabilidade moderada e 17,78% alta vulnerabilidade. Os achados sugerem que a participação em grupos de práticas corporais pode favorecer a manutenção da funcionalidade, embora não exclua vulnerabilidades emocionais e cognitivas. Conclui-se que o IVCF-20 mostrouse útil para o rastreamento multidimensional da saúde da pessoa idosa, contribuindo para o planejamento de ações na Atenção Primária. 

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