Resumo

Este artigo analisa como as interseccionalidades são abordadas na formação inicial em Educação Física, a partir do Projeto Pedagógico de Curso (PPC) de uma universidade pública e estadual de Goiás e das experiências de Discentes-Autores(as) da Unidade Universitária de Itumbiara. De natureza qualitativa e exploratória, o estudo articula análise documental, relato de experiência e revisão de literatura, adotando a Análise do Discurso como método interpretativo. Os resultados evidenciam que, embora o PPC se fundamente no materialismo histórico-dialético e enuncie compromissos com a transformação social, os marcadores sociais da diferença aparecem de forma fragmentada e restringida a disciplinas específicas, sem uma perspectiva interseccional sistematizada. Os relatos discentes confirmam que as discussões interseccionais ocorrem predominantemente em espaços extracurriculares, dependendo de iniciativas docentes isoladas. Conclui-se pela necessidade de revisão curricular que incorpore a interseccionalidade como eixo transversal da formação docente em Educação Física.

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