Resumo

O Wushu tem sido utilizado em contextos educacionais, clínicos, psicomotores e culturais, com evidências de benefícios físicos, emocionais e sociais. Apesar da expansão de estudos sobre a modalidade, a literatura permanece fragmentada e metodologicamente heterogênea, dificultando a compreensão integrada de seus efeitos e aplicações.Justificativa: A ausência de sínteses amplas que articulem diferentes domínios de intervenção limita o avanço de políticas públicas, práticas pedagógicas e programas de saúde baseados em Wushu. Objetivo: Mapear intervenções com Wushu nos domínios escolar, clínico/saúde, psicológico/motor e cultural, descrevendo como são implementadas, avaliadas e quais lacunas metodológicas e sociológicas permanecem.Métodos: Revisão de escopo conduzida segundo Arksey & O'Malley, Levac et al. e PRISMA?ScR. As buscas foram realizadas nas bases Scopus, Web of Science e PubMed (2015-2025), utilizando critérios PCC. A seleção e a extração dos dados foram realizadas por dois revisores independentes, com discordâncias resolvidas por consenso. A síntese foi narrativa devido à heterogeneidade de intervenções, desfechos e desenhos metodológicos.Resultados: Foram identificados 2.671 registros, dos quais 22 estudos foram incluídos após leitura completa. As intervenções envolveram crianças, adolescentes, adultos e idosos, distribuídos em 11 países, com duração entre 8 e 52 semanas e frequência de 1 a 5 sessões semanais. Resultados recorrentes incluem melhorias em equilíbrio, aptidão cardiorrespiratória, composição corporal, densidade óssea e indicadores psicossociais, como ansiedade, autocontrole e autoeficácia. No domínio escolar, destacam?se avanços em habilidades sociais, engajamento e regulação emocional. Persistem forte variabilidade metodológica, baixa padronização de protocolos, escassez de análises sociológicas e sub?representação de populações fora da Ásia.Conclusão: As intervenções com Wushu apresentam aplicações promissoras em múltiplos contextos, mas a consolidação de evidências depende de maior padronização, diversidade geográfica e inclusão de variáveis sociológicas. Estudos futuros devem adotar desenhos comparativos mais robustos e ampliar a representatividade de grupos e territórios

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