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Resumo

A representação mais antiga que conhecemos da prática do malabar, comumente denominado "malabares", antes mesmo de receber tal definição, encontra-se no Egito na décima quinta tumba de Beni Hassan, príncipe do Império Médio entre 1994 e 1781 a.C. De acordo com Comes (2000), há imagens de figuras malabarísticas decorando objetos os quais simulam a destreza de mulheres egípcias utilizando-se de várias bolas. Em diferentes culturas, muitos chamans ou pessoas relacionadas aos rituais religiosos utilizavam-se desta prática para atrair e convencer os demais de seus poderes sobrenaturais. Um fascínio que ainda hoje é explorado no malabarismo. Na Europa, durante a Idade Média, os saltimbancos eram muitas vezes músicos, comediantes, ilusionistas e malabaristas. Desde o início do século XIX até meados do século XX expande-se o malabarismo como uma arte própria. São os music-halls e, principalmente, os circos que oferecem em suas representações números de malabarismos de altíssimo nível. 

A era dourada dos "Espetáculos de Variedades" tirou os malabaristas das ruas da Europa e América e os colocou em teatros. Sob condições controladas de palco, uma variedade de truques se tornou possível pela primeira vez - números de precisão com rodas de bicicleta, números de malabarismo com pratos e complexos truques de equilíbrio se tornaram populares. Bolas de borracha permitiram malabarismo com rebote ("bounce juggling", as bolas são quicadas no chão ou outras superfícies) e spinning (girar bolas nos dedos ou em acessórios próprios, como é feito com bolas de basquete), além dos números de equilíbrios de objetos grandes e pesados. O nível técnico das apresentações de Enrico Rastelli, Bobby May e Francis Brunn era realmente assombroso. 
 

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