Resumo

O abandono das regiões periféricas do Brasil, como a Amazônia, e a exploração das populações locais são questões profundas que evidenciam desigualdades estruturais e um modelo de desenvolvimento que prioriza o lucro imediato em detrimento da dignidade humana, da preservação ambiental e dos saberes locais, entre eles as práticas corporais. A Amazônia, um dos maiores patrimônios naturais do planeta, continua sendo devastada pela exploração descontrolada de recursos naturais, por meio do funcionamento ilegal de madeireiras, grileiros e grandes projetos de infraestrutura, enquanto as populações locais, especialmente os povos indígenas e ribeirinhos, enfrentam uma realidade de marginalização e violação de direitos, de sequestro de suas práticas corporais, lutas e danças. Jurandir (1992) denúncia o abandono, à luta pela sobrevivência e o descaso do governo com o Marajó das belezas, aonde as políticas públicas não chegam. A Amazônia é vista, entre outras, como “territórios de sacrifício”, lugares onde a exploração se torna aceitável por conta da invisibilidade social e política. Na vulnerabilidade desse território pesquisamos as formas de resistência, e entre elas a agarrada marajoara, prática corporal da tradição que resiste, agora como luta na Educação Física da escola e nos eventos esportivos.

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