Resumo

debate acerca dos marcadores sociais tem se mostrado crucial para a compreensão das desigualdades que atravessam as práticas pedagógicas. No âmbito da Educação Física escolar, tais discussões contribuem para problematizar estereótipos historicamente naturalizadosnas práticas corporais e ampliar perspectivas pedagógicas comprometidas com a equidade. O objetivo do estudo foi verificar como os marcadores sociais têm sido abordados nas práticas pedagógicas da Educação Física Escolar para promover uma sociedade mais igualitária e sensíveis às diferenças. Trata-se de um artigo de revisão sistemática, seguindo a diretriz PRISMA (2020), a partir de artigos, em português, publicados entre 2020 e 2026, realizado nas bases de dados do Scielo, Portal de Periódicos CAPES e do Lilacs. A estratégia de busca utilizou os descritores: "Educação Física Escolar", "Marcadores Sociais da Diferença" e "Interseccionalidade". Foram encontrados 21 artigos, no qual foram analisados os títulos, resumos, e posteriormente o artigo na íntegra, sendo selecionados 08 artigos. Os resultados evidenciam um interesse crescente nos marcadores sociais na Educação Física Escolar, com destaque para publicações recentes (2024) e predominância de abordagens qualitativas. Gênero, raça e classe social emergem como categorias centrais, frequentemente articuladas pela interseccionalidade, que se mostra um recurso analítico potente para compreender múltiplas opressões e orientar práticas pedagógicas inclusivas, utilizando estratégias de tematização da cultura periférica, da coeducação e do antirracismo revelando caminhos para desafiar normas hegemônicas e promover reflexividade crítica. Ainda que outros marcadores apareçam com menor frequência, a interseccionalidade possibilita integrar essas dimensões, reconhecendo identidades plurais. Conclui-se que a Educação Física escolar tem avançado na abordagem dos marcadores sociais, utilizando a interseccionalidade como um arcabouço teórico-metodológico robusto. As práticas pedagógicas buscam desafiar as normas hegemônicas, promover a reflexão crítica e criar espaços de acolhimento e resistência, contribuindo para a construção de uma sociedade mais igualitária, justa e sensível às múltiplas dimensões da diferença.

Acessar