Marketing digital e a gestão de informação de academias infantis: uma análise a partir do instagram
Por Rubian Diego Andrade (Autor), Rafael José Gonçalves de Assis (Autor), Jon Resliston Pereira Santos (Autor), Arthur Alves de Oliveira (Autor), Gisele Maria Schwartz (Autor).
Resumo
O crescimento das plataformas digitais transformou a maneira de divulgar serviços nas áreas de Educação Física e Lazer e o marketing digital é estratégia importante para atrair consumidores (Sadewa et al., 2025). O Instagram, especialmente, tornou-se um espaço estratégico para engajamento e promoção de academias, incluindo aquelas voltadas ao público infantil. Esses espaços reúnem práticas lúdicas e funcionais que promovem o desenvolvimento motor, social e emocional das crianças (BRASIL, 2021). Apesar disso, há escassez de estudos sobre o uso do marketing digital e da gestão da informação nesse segmento. Entender como essas academias se comunicam serviços online é essencial para fortalecer a transparência, a ética profissional e o cumprimento das normas do CONFEF e do ECA, garantindo segurança e credibilidade às famílias. Objetivo: Analisar as estratégias de marketing digital e de gestão da informação utilizadas por academias infantis no Instagram, identificando padrões de comunicação, transparência profissional e potencial de engajamento. Métodos: Trata-se de um estudo quali-quantitativo. A coleta dos dados foi realizada manualmente por dois avaliadores, com validação de um terceiro. Foram extraídas informações da bio, localização, certificação profissional, estrutura, metodologias e métricas de engajamento. Foram incluídos perfis abertos; com menos uma publicação no feed; língua portuguesa; mínimo de 50 seguidores. Foram excluídos perfis de lojas, pessoas físicas e duplicados. A qualidade do marketing digital foi avaliada com instrumento validado por Souza (2023), e os dados analisados no SPSS 20.0 com teste U de Mann-Whitney (p<0,05). Resultados: Foram analisados 58 perfis. Verificou-se predominância de perfis na região Sudeste (39%), baixa divulgação do registro profissional do CREF (5,2%) e descrição limitada de metodologias (50%). Apenas 12,1% informaram estrutura física e 5,2% mencionaram recursos materiais.