Resumo

Desde tenra idade, meninas e meninos são condicionadas(os) por normas impostas pelo meio social que reforçam e ditam o comportamento adequado para cada gênero (Butler, 2018). Inserida no contexto das atividades rítmicas, a Ginástica Rítmica (GR) é um esporte olímpico caracterizado por atributos das feminilidades e por isso praticado majoritariamente por mulheres e pouco explorada no universo masculino, portanto a presença de meninos pode ser lido como um ambiente desconfortável e hostil (Gonçalo Junior, 2019). Diante disso, o OBJETIVO deste estudo foi compreender como as relações de gênero são desenroladas durante a inserção e a presença de meninos na GR no universo da Educação Física escolar (EFe). METODOLOGIA Utilizou-se da pesquisa-ação como ferramenta metodológica, o diário de campo como instrumento para registros das observações e a análise interpretativa dos sentidos (Minayo, 2000) para a compreensão dos resultados. A pesquisa foi dividida em duas fases, a primeira de observação e a segunda de intervenção. Nosso estudo foi realizado em uma escola pública com uma turma de vinte e três discentes do 3º ano do Ensino Fundamental, durante 3 meses, totalizando 6 encontros. Nossos RESULTADOS evidenciaram que durante a fase de observação ocorreu o reforço de atividades pedagógicas binárias acionado pelo/a docente, tais como, meninas contra meninos e meninas fazendo atividades entre elas e meninos entre eles. Já na fase de intervenção, foi possível perceber a existência desses costumes cristalizado nas(os) estudantes durante os reforços de uma masculinidade hegemônica nos discursos, linguagens e práticas sociais do cotidiano, corroborando com a ideia de que algumas práticas pertencem a um determinado gênero, mesmo com as intervenções da pesquisadora. CONCLUSÃO Com isso, foi possível perceber que quando um menino fugia do que se esperava da masculinidade única ocorria estranhamento e assim ocasionando determinados estereótipos e discursos pejorativos

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