Resumo

O objetivo deste estudo foi o de investigar alterações nos parâmetros antropométricos, da condição física e da habilidade motora, decorrentes da estruturação, ordenamento e controle das cargas de trabalho físico em uma temporada de treinamento, competição e descanso, para a modalidade desportiva do karatê-dô. A amostra foi composta de 23 karatecas filiados a Federação Rondoniense de Karatê-dô Tradicional, sendo 15 do grupo experimental (8 homens e 7 mulheres) e 8 do grupo controle (4 homens e 4 mulheres). Para o grupo experimental (GE) o ciclo anual de treinamento foi dividido em dois macrociclos quadrimestrais intercalados por um período de transição com duração de sete dias; a unidade de treino foi composta de 6 sessões semanais com até 65 minutos de trabalho diário, sendo as cargas das mesmas edificadas sobre critérios fisiológicos e estritamente controladas pelas linhas guias de volume e intensidade do treinamento. O grupo controle (GC) treinou segundo o padrão empírico das academias e clubes, sem uma metodologia técnico-organizacional reconhecida como científica. Os dados foram analisados em separados inicialmente através da estatística descritiva. Após, aplicou-se a análise de regressão através de ajustes polinomiais das variáveis dependentes em função dos períodos de avaliação. As comparações entre os tratamentos quando significativos, foram feitos com emprego do teste "t" de Student para modelos lineares e T2 de Hotelling para polinômios de segundo grau ou superior. Após o período experimental observou-se os seguintes resultados: 1) diminuições no peso corporal (PC) e no percentual de gordura (%G) apenas do GE masculino e feminino; 2) alterações nos coeficientes angulares das variáveis força explosiva de membros superiores (FEMS) e Resistência muscular localizada (RML) do GE e do GC para ambos os sexos, sendo estas diferenças mais acentuadas no GE; na flexibilidade (FLEX) não foram verificadas alterações nos coeficientes angulares do GE e do GC para ambos os sexos; e na força explosiva de membros inferiores (FEMI) as alterações ocorreram entre o GE e GC feminino somente; 3) alterações nos coeficientes angulares das variáveis velocidade de deslocamento (VD), agilidade (AGL) e velocidade de membros superiores (VMS) do GE e do GC para o sexo feminino, sendo que estas diferenças foram mais acentuadas no GE; na VD, VMS, AGL, equilíbrio estático (EE) e coordenação (COORD) não foram verificadas alterações nos coeficientes angulares do GE e do GC para o sexo masculino; e no EE e na COORD também não foram verificadas alterações entre o GE e GC feminino. Conclui-se que a metodologia proposta neste estudo foi eficiente demonstrando a validade do modelo estrutural aqui proposto.

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