Resumo

Nos últimos anos, programas de condicionamento extremo, como o Cross Training, têm ganhado ampla aceitação, destacando-se pela sua intensidade e foco funcional. Objetivo: Identificar os fatores motivacionais de praticantes de Cross Training, com base na Teoria da Autodeterminação e na perspectiva da gestão esportiva. Método: Participaram 143 indivíduos, com idade média de 33,7 anos, que responderam à escala MPAM-R, um instrumento validado para mensurar motivações para a atividade física. Resultados: Os resultados mostraram que os principais fatores motivacionais foram Saúde e Diversão, seguidos por Competição, Aparência e, por fim, o aspecto Social. A análise estatística (Kruskal-Wallis, p≤0,05) revelou diferenças significativas entre quase todos os fatores. A Saúde emergiu como o fator predominante, associado à busca pelo bem-estar físico e mental, enquanto a Diversão destacou a importância de experiências prazerosas durante o treinamento. O fator Social, embora presente, mostrou-se menos decisivo, sugerindo que a motivação individual e o desempenho pessoal têm maior peso. Esses achados indicam que os gestores esportivos devem priorizar estratégias que valorizem a saúde, promovam ambientes de treinamento envolventes e incentivem o sucesso individual. Considerações finais: A personalização das abordagens motivacionais e o monitoramento contínuo das necessidades dos participantes são essenciais para a retenção e o engajamento a longo prazo. O estudo também destaca oportunidades para políticas públicas voltadas à promoção da atividade física, contribuindo para a sustentabilidade dos programas esportivos e o bem-estar da população.

 

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