Resumo

O exercício físico é um fenômeno social de grande abrangência e a crença de sua associação com a saúde é constatada no senso comum e em grande parte da produção científica na área. No entanto, seria a saúde o principal motivo para pessoas aparentemente saudáveis aderirem à prática? Partindo desta questão o objetivo deste estudo foi descrever os motivos que influenciam a adesão dos praticantes de exercícios físicos que freqüentam os programas oferecidos em Centros de Atividades do SESC, no Distrito Federal, bem como, verificar se esses motivos se diferenciam considerando as variáveis faixa etária, sexo, escolaridade, renda familiar, tipos de exercícios físicos e tempo de prática sem interrupção. A pesquisa descritivo-analítica (desenho de survey interseccional) foi desenvolvida junto a uma amostra de 986 indivíduos de ambos os sexos, a partir dos 15 anos de idade que participam de programas de exercício físico. Os resultados revelaram que a maior parte da amostra é composta de indivíduos na faixa etária de 21 a 40 anos de idade, do sexo feminino, com bom nível de escolaridade e de renda familiar. Ingressaram nos programas influenciados, preponderantemente, pelo aconselhamento médico, para evitar problemas de saúde e para melhorar o condicionamento físico. Para justificar a permanência, relataram como principais motivos interesses relacionados ao bem estar pessoal, prevenção de doenças, condicionamento físico, empatia com o professor, metodologia de trabalho e diversão, com poucas variações quando examinados à luz das variáveis. Esses resultados sugeriram que o argumento da saúde na perspectiva biomédica pode contribuir para resultados pertinentes ao ingresso dos indivíduos em programas de exercícios físicos. Todavia, não é suficiente para a manutenção da prática. 

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