Resumo

Este artigo apresenta resultados de pesquisa sobre a formação política do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a partir da comunicação e socialização com o trabalhador urbano. Utiliza-se o método dialético e são aplicadas técnicas qualitativas, entrevistas  semiestruturadas com lideranças do MST, e pesquisa antropológica na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). A ENFF, fundada pelo MST no município de Guararema, Estado de São Paulo, em 2005, é um dos principais espaços de formação política dos movimentos sociais da América Latina. Constitui também espaço estratégico para a formação, comunicação e socialização política entre a classe trabalhadora do campo e da cidade. A ENFF possui potencial para ser espaço de construção da hegemonia popular por meio da sociabilidade entre movimentos sociais do campo e da cidade, por meio da produção simbólica comum e da educação universalizante, contudo, ainda é um espaço em que prevalecem a hegemonia política e a cultura do MST.Referências BASTOS, Pablo N. Marcha dialética do MST: formação política entre campo e cidade. 2015. Tese (Doutorado em Interfaces Sociais da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: . Acesso em: 16 fev. 2016. CERTEAU, M. de; JULIA, D.: REVEL, J. A beleza do morto: o conceito de cultura popular. In: REVEL, Jacques. A invenção da sociedade. Lisboa: Difel, 1989. DEBORD, Gui. Sociedade do espetáculo. 2003. Disponível em: . Acesso em: 16 fev. 2016. FERNANDES, Bernardo M. A formação do MST no Brasil. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000. GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. ______. Escritos políticos Volume 4. Lisboa: Seara Nova, 1978. HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. LENIN, V. I. Collected works. v.8. Digital Reprints, 2009. Disponível em: . Acesso em: 16 fev. 2016 MST E ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES: FORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO POLÍTICA Intercom - RBCC São Paulo, v.40, n.2, p.129-142, maio/ago. 2017 142 MST. Campanha de Construção da Escola Nacional do MST. Caderno de Formação n.29, 1998. MST, Setor Nacional de Comunicação e Coletivo Cultura do. Hegemonia, Política, Comunicação e Cultura. Brasília, 2005. WILLIAMS, Raymond. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro: Zahar Editores, p.111-118, 1979. ______. Base e estrutura na teoria cultural marxista. Revista USP, São Paulo, n.66, p.210-224, 2005. Pablo Nabarrete Bastos Professor do Departamento de Comunicação Social, do Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Publicou capítulos de livros e artigos sobre movimentos sociais e comunicação popular. Vice-coordenador do GP Comunicação para a Cidadania da Intercom e pesquisador do Laboratório de Investigação em Comunicação Comunitária e Publicidade Social (LACCOPS) da UFF. E-mail: pablobastos@id.uff.br. 

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