Resumo

Oesporte é um daqueles fenômenos sociais conhecidos e seguidos pelos afetos que mobiliza. Encanta por fazer alguns seres humanos se tornarem imortais por conta de feitos incomuns. Quebrar recorde, superar marcas improváveis aos cidadãos médios, ser respeitado como modelo ideal de ego em uma sociedade que prima pelo egocentrismo e pela visibilidade fácil comprada a peso de ouro por manipuladores de algoritmos, parece ser a condição de vida de atletas que alcançam resultados incomuns.

 

Atletas brasileiros que alcançam a posição de olímpicos estão nessa categoria. É importante ressaltar os adjetivos brasileiro e olímpico porque o futebol foge a essa regra, tanto pelo fenômeno mundial que é, como também pelo entendimento da condição profissional. É importante destacar que pela lei brasileira apenas os atletas do futebol são profissionais no país, enquanto que nas demais modalidades eles não existem para a lei. Ou seja, o atleta olímpico profissional no Brasil é uma ficção, muito embora eles nos levem a torcer, a prender a respiração nos momentos decisivos, a sofrer com a derrota e nos encantam com os resultados, ainda que não tenha sido uma vitória. Digo isso porque dos 2.128 atletas olímpicos brasileiros, 1.551 homens e 577 mulheres, mas apenas 266 homens e 108 mulheres conseguiram a façanha de chegar ao pódio.

Acessar