Resumo

A participação feminina em cargos de liderança esportiva permanece limitada no cenário internacional e nacional, refletindo desigualdades estruturais nos processos decisórios. No Brasil, as confederações esportivas apresentam histórico de hegemonia masculina, apesar do avanço da presença feminina como atletas e treinadoras. Objetivo: Descrever e quantificar a presença de mulheres nos cargos de presidência e vice-presidência das confederações olímpicas brasileiras de verão e inverno filiadas ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) em 2025. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, baseado em dados secundários coletados em fontes públicas online. Foram analisadas 38 confederações, cujas informações foram obtidas nos sites oficiais das entidades e complementadas por documentos institucionais. Resultados: Os resultados mostram que, das 93 posições de liderança identificadas, apenas 15 (16,1%) são ocupadas por mulheres. Nas modalidades de verão, houve presença feminina tanto na presidência quanto na vice-presidência, embora de forma pontual; já nas modalidades de inverno, não foram encontradas mulheres em nenhum dos cargos. Discussão: A análise evidencia a persistente sub-representação feminina na governança esportiva nacional, reforçando barreiras estruturais, culturais e institucionais. Conclusão: A liderança feminina nas confederações olímpicas brasileiras permanece reduzida, indicando a necessidade de políticas públicas específicas, mecanismos de equidade e incentivo à participação de mulheres em espaços decisórios do esporte.

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