Resumo

O objetivo deste estudo foi descodificar a rede de interações resultante do comportamento coletivo de uma equipa profissional de hóquei em patins. A abordagem apresentada foi avaliada utilizando um conjunto de dados de cinco jogos de hóquei em patins, abrangendo 3272 interações ofensivas entre os jogadores da seleção portuguesa que participaram no Campeonato da Europa (Alcobendas 2014). O software NodeXL Excel Template® foi utilizado para desenvolver as networks. A probabilidade de interação entre jogadores foi calculada usando o método de probabilidades de frequência relativa. O maior número de interações ocorreu entre os jogadores 2 e 4 (163) sendo que estes também se destacaram como os jogadores com maior número de interações com os companheiros (563 e 553, respetivamente). No entanto, a maior probabilidade de interação foi entre os jogadores 3 e 5 (0,38). A zona central do meio-campo ofensivo (área 4C) foi onde se verificaram mais passes (327). O meio-campo foi a zona do campo mais utilizada pelos jogadores da seleção portuguesa para interagirem. Cada vez que o jogador com maior número de interações era substituído, outro jogador surgia como o elo preferencial para as interações dos companheiros. Esta é uma característica geral de um sistema complexo, como o hóquei em patins, onde os jogadores podem ser intercambiáveis nas suas funções.

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