Resumo

Neste artigo, analiso programas de formação profissional para surdos. Dirijo o olhar aos discursos presentes em documentos propositivos da política de formação profissional, bem como em projetos e relatórios elaborados por escolas e entidades de surdos. As unidades analíticas, entendidas com base na perspectiva foucaultiana como tecnologias de governamento, foram construídas a partir da captura das ênfases, das repetições, das articulações entre prescrições e procedimentos desses programas. São elas: captura e ordenamento dos corpos, tempos e espaços; empregabilidade/empreendedorismo e a articulação institucional e o fortalecimento da sociedade civil. Descrevo como vêm constituindo-se diferentes estratégias que se dirigem aos indivíduos surdos e às instituições e seus profissionais, no sentido de conduzirem suas ações de forma articulada e co-responsável: uma maquinaria investida de relações de saber-poder-verdade que almeja a produção de sujeitos que conduzem a si mesmos.

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