Resumo

O presente artigo analisa a presença e a circulação das companhias circenses em Petrópolis no final do século XIX, atentando para suas formas de instalação, permanência e inserção na vida social da cidade. A partir das edições do jornal Mercantil, discute-se o lugar do circo entre os divertimentos da cidade, suas relações com a vilegiatura e a presença recorrente da família imperial. O texto evidencia a diversidade das experiências circenses, bem como as estratégias mobilizadas pelas companhias para garantir legitimidade junto ao público e à imprensa, com destaque para as ações beneficentes. Evidencia-se que o circo integrou as sociabilidades urbanas de Petrópolis, negociando moralidade, utilidade e legitimação social.

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