Resumo

O analfabetismo permanece como uma das mais graves, persistentes e estruturais expressões da desigualdade social no Brasil. Em pleno século XXI, quando o mundo avança aceleradamente em direção à economia do conhecimento, uma parcela expressiva da população nordestina ainda enfrenta a forma mais elementar de exclusão social, devido à impossibilidade de ler e escrever na língua portuguesa.

Sob a perspectiva da economia da educação, a alfabetização constitui o nível mínimo de formação do chamado capital humano (Schultz, 1973; Becker, 1975), condição essencial para a produtividade do trabalho, a absorção tecnológica e o crescimento econômico sustentado. A sua ausência, portanto, não representa apenas uma limitação individual, mas um entrave estrutural ao desenvolvimento do país.

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