Resumo

Várias restrições (ambientais, organísmicas, da tarefa) condicionam os padrões de coordenação motora, pouco se sabe sobre seus efeitos na habilidade nadar. Com esse fim, foi desenvolvida uma pesquisa com cinqüenta e seis indivíduos com idade variando de 72 a 144 meses. Eles foram subdivididos em sete grupos de acordo com seu desempenho numa tarefa de locomoção aquática realizada sem pressão do tempo e numa distância de oito metros. Três tarefas experimentais foram criadas a partir dessa onde manipulou-se uma restrição da tarefa (velocidade de locomoção) e uma restrição ambiental (colocação de obstáculos no trajeto). Quatro aspectos merecem destaques nos resultados: a) houve uma tendência para a permanência no estado de desenvolvimento ao longo das condições; b) quando houve mudança, ela ocorreu em função da restrição ambiental levando a padrões rudimentares da locomoção; c) o estado de desenvolvimento apresentado inicialmente só se associou a uma maior capacidade de adaptação na tarefa que combinava mudança de direção e velocidade, nesse caso, os indivíduos mais avançados apresentavam mudanças tanto no seqüenciamento quanto nos parâmetros; d) quando só a velocidade foi aumentada, as mudanças ficaram circunscritas aos parâmetros da ação. Palavras-chave: Nadar; nível de desenvolvimento; restrições; comportamento motor.

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