O efeito do pré-condicionamento isquêmico sobre a cinética e magnitude do v̇ o2 durante a recuperação nos 200 metros no nado livre
Por Danilo Alexandre Massini (Autor), Tiago André Freire de Almeida (Autor), Anderson Geremias Macedo (Autor), Dalton Müller Pessôa Filho (Autor).
Resumo
Introdução: O pré-condicionamento isquêmico (IPC) é caracterizado por ciclos de oclusão/reperfusão do fluxo sanguíneo de um membro, que proporciona aumento da participação oxidativa. Contudo, seu efeito sobre a recuperação do consumo de oxigênio (V̇ O2) ainda não é compreendido. Objetivo: Verificar o efeito do IPC sobre a cinética de recuperação do V̇ O2 e sua magnitude (EPOC) após o desempenho de média distância na natação. Métodos: Onze nadadores homens (21,6±2,3 anos, 175,7±6,0 cm, 71,7±9,7 kg) realizaram 4 esforços máximos de 200 metros, sendo dois sem (controle) e dois com IPC (4 ciclos de 5 minutos a 120% da pressão arterial sistólica, em cada perna). O V̇ O2 foi coletado respiração a respiração (K4b2 , Cosmed) por um snorkel (new AquaTrainer®) conectado ao nadador durante sete minutos de recuperação. Os dados de V̇ O2 foram alinhados ao tempo, ruídos eliminados e interpolados segundo a segundo. As constantes de ajuste e amplitude do V̇ O2 foram identificadas por uma equação biexponencial. A magnitude do EPOC foi determinada pela integral sob a curva de resposta do V̇ O2 durante a recuperação. O efeito do IPC sobre a cinética do V̇ O2 e EPOC foi verificado pelo teste t-Student pareado com significância de α<0,05. Resultados: Houve efeito do IPC comparado ao controle na redução da resposta primária da cinética do V̇ O2 (TD2: 129,4±5,3 vs. 138,5±7,0 segundos, p=0,015) e maior EPOC (46,4±9,1 vs. 40,3±9,6 mLO2·kg-1 , p=0,024). Conclusão: O IPC reduziu o tempo de recuperação da resposta primaria mesmo com um maior EPOC, sendo isso um possível limitador de um ajuste mais rápido da cinética de recuperação do V̇ O2.