Resumo

Mapear as evidências científicas sobre os efeitos do treinamento resistido na saúde e qualidade de vida de mulheres entre 45 e 64 anos.
MÉTODO: Utilizou-se de uma revisão integrativa conduzida conforme as diretrizes PRISMA, em que a busca pela produção científica foi feita através das plataformas digitais PubMed e SciELO. O recorte temporal escolhido foi o de cinco anos (2020 a 2025). A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada por meio da ferramenta Cochrane Risk of Bias 2.0 (RoB 2.0).
RESULTADOS: Foram incluídos sete estudos científicos organizados em duas categorias: Treinamento Resistido e Câncer de Mama e Treinamento Resistido e Menopausa. Em conjunto, os artigos complementam-se ao concluir que o treinamento resistido é uma intervenção eficaz para melhorar a saúde geral e a qualidade de vida de mulheres entre 45 e 64 anos, especialmente as que enfrentam sintomas da menopausa ou estão em tratamento/recuperação do câncer de mama. Apesar de não atuar diretamente nas células cancerígenas, o exercício contribui para a redução do sofrimento físico e emocional, melhora os sintomas vasomotores, fortalece a musculatura, reduz o risco cardiovascular e aumenta a autoestima.
CONCLUSÃO: Reforça-se, assim, a importância de incluir o treinamento resistido na rotina de mulheres maduras como estratégia de promoção de saúde e bem-estar ao longo do envelhecimento. Evidencia-se, ainda, a lacuna de estudos com amostras mais amplas e seguimento de longo prazo voltados especificamente a essa faixa etária, o que reforça a necessidade de novas investigações sobre o tema.

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