O impacto do treinamento resistido na saúde e qualidade de vida de mulheres entre 45 e 64 anos: uma revisão integrativa
Por Thaiane Bonaldo do Nascimento (Autor), Felipe Barroso de Castro (Autor), Silvester Franchi (Autor), Marsella Monteiro de Vargas (Autor).
Resumo
Mapear as evidências científicas sobre os efeitos do treinamento resistido na saúde e qualidade de vida de mulheres entre 45 e 64 anos.
MÉTODO: Utilizou-se de uma revisão integrativa conduzida conforme as diretrizes PRISMA, em que a busca pela produção científica foi feita através das plataformas digitais PubMed e SciELO. O recorte temporal escolhido foi o de cinco anos (2020 a 2025). A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada por meio da ferramenta Cochrane Risk of Bias 2.0 (RoB 2.0).
RESULTADOS: Foram incluídos sete estudos científicos organizados em duas categorias: Treinamento Resistido e Câncer de Mama e Treinamento Resistido e Menopausa. Em conjunto, os artigos complementam-se ao concluir que o treinamento resistido é uma intervenção eficaz para melhorar a saúde geral e a qualidade de vida de mulheres entre 45 e 64 anos, especialmente as que enfrentam sintomas da menopausa ou estão em tratamento/recuperação do câncer de mama. Apesar de não atuar diretamente nas células cancerígenas, o exercício contribui para a redução do sofrimento físico e emocional, melhora os sintomas vasomotores, fortalece a musculatura, reduz o risco cardiovascular e aumenta a autoestima.
CONCLUSÃO: Reforça-se, assim, a importância de incluir o treinamento resistido na rotina de mulheres maduras como estratégia de promoção de saúde e bem-estar ao longo do envelhecimento. Evidencia-se, ainda, a lacuna de estudos com amostras mais amplas e seguimento de longo prazo voltados especificamente a essa faixa etária, o que reforça a necessidade de novas investigações sobre o tema.