O Jornalismo Feito Para a Comunidade e Inserido no Novo Espírito do Capitalismo: Um Estudo de Caso do Jornal Alô Comunidade
Por Rodrigo Nuñez Viégas (Autor), Livia dos Santos Mendes (Autor).
Em Intercom - Revista Brasileira de Ciências da Comunicação v. 40, n 2, 2017. 18 Páginas.
Resumo
O presente estudo analisa o jornal Alô Comunidade, publicação mensal da siderúrgica ThyssenKrupp CSA (TKCSA). Em razão de ser fruto de uma exigência de um acordo extrajudicial, proposto por um órgão ambiental, como forma de publicização das medidas de reparação dos impactos socioambientais gerados pela siderúrgica; de ser elaborado pela mesma; e de ter como público-alvo a comunidade afetada por seus impactos, procuramos examinar que tipo de jornalismo é produzido pelo jornal, levando em consideração a conjunção desses três fatores. A partir desse exame, refletimos igualmente sobre o jornalismo dentro de um processo resultante das recentes transformações no espírito do capitalismo, que envolve a ampliação da lógica da racionalidade empresarial e seus meios de dominação e controle para o campo das relações sociais. Para tanto, analisamos as edições do jornal Alô Comunidade do período de janeiro de 2012 até dezembro de 2016.Referências BOLTANSKI, Luc; CHIAPELLO, Ève. O novo espírito do capitalismo. São Paulo: Martins Fontes, 2009. BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. BUENO, Wilson. Governando a Comunicação Corporativa. In: LOPES, Boanerges (Org.). Comunicação Empresarial: tendências e desafios. Rio de Janeiro: Mauad X, 2010, p.163-173. CHAUÍ, Marilena. Desvios 3 - Considerações sobre o realismo político. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1984. CRUBELLATE, João. Participação como controle social: uma crítica das estruturas organizacionais flexíveis. RAE-eletrônica, v.3, n.2, 2004. FERREIRA, Fernanda V. Colocando em prática o jornalismo comunitário: expectativas e desafios. Revista Negócios em Projeção, v.2, n.2, p.57-66, 2011. KUCINSKI, Bernardo. Jornalistas e Revolucionários: nos tempos da imprensa alternativa. São Paulo: Scritta, 1991. MARQUES DE MELO, José. Teoria do Jornalismo: identidades brasileiras. São Paulo: Paulus, 2006. MIANI, Rozinaldo. Comunicação Comunitária: uma alternativa política ao monopólio midiático. In: I ENCONTRO NACIONAL DA UNIÃO LATINA DA ECONOMIA POLÍTICA DA INFORMAÇÃO, DA COMUNICAÇÃO E DA CULTURA. Rio de Janeiro, 2006. Anais... ORLANDI, Eni. Análise de discursos: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes, 2001. PACS - INSTITUTO POLÍTICAS ALTERNATIVAS PARA O CONE SUL. Responsabilidade social: para quê e para quem? Rio de Janeiro, Brasil, 2015. PERUZZO, Cicilia. Relações Públicas no Modo de Produção Capitalista. São Paulo: Summus, 1986. __________. Mídia local e suas interfaces com a mídia comunitária no Brasil. Anuário Internacional de Comunicação Lusófona, n.4, p.141-162, 2006. O JORNALISMO FEITO PARA A COMUNIDADE E INSERIDO NO “NOVO ESPÍRITO DO CAPITALISMO”: UM ESTUDO DE CASO DO JORNAL ALÔ COMUNIDADE Intercom - RBCC São Paulo, v.40, n.2, p.111-128, maio/ago. 2017 128 TORQUATO DO REGO, Francisco. Jornalismo empresarial: teoria e prática. São Paulo: Summus, 1984. WEBER, Max. Sociologia da Imprensa: um programa de pesquisa. Estudos em Jornalismo e Mídia, v.2, n.1, p.13-21, 2005. YAMAMOTO, Eduardo. A natureza da comunicação popular e comunitária. In: XXX CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO. São Paulo, 2007. Anais... Rodrigo Nuñez Viégas Sociólogo, mestre em Sociologia e Antropologia e doutor em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e Pesquisador da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ). Entre suas últimas publicações, destacam-se: “O campo da resolução negociada de conflito: o apelo ao consenso e o risco do esvaziamento do debate político”, na Revista Brasileira de Ciência Política, v.21, 2016; “Nuevos modelos neoliberales de gobierno: la construcción de resolución negociada del conflicto en Brasil”, na Revista Administración Pública y Sociedad (APyS), 2016, em co-autoria com Raquel Giffoni e Luis Fernando Novoa Garzon; e “Negociação e acordo ambiental: o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) como forma de tratamento dos conflitos ambientais”, Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll, 2014, em co-autoria com Raquel Giffoni e Luis Fernando Novoa Garzon. E-mail: mrviegas@gmail.com. Livia dos Santos Mendes Estudante de graduação do curso de Jornalismo do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). E-mail: liviadsm@id.uff.br.