Resumo

Dumazedier (1999) define o lazer como atividades escolhidas livremente para descanso, divertimento, desenvolvimento pessoal, participação social ou expressão criativa, evidenciando seu caráter multidisciplinar. Souza (2010) destaca que a falta de consenso sobre o conceito de lazer não diminui sua relevância, mas amplia o debate e a compreensão de práticas sociais e culturais que impactam a qualidade de vida. O conceito de ESG (Environmental, Social and Governance) tornou-se referência para orientar práticas corporativas de desenvolvimento sustentável. Li et al. (2021) destacam que a dimensão social (S) ainda é pouco explorada, sendo o referencial teórico baseado na teoria institucional e na teoria dos stakeholders, que sustentam serem as pressões externas e demandas sociais moldadas pelas práticas empresariais (MULLER et al., 2014). Além disso, pesquisas demonstram que a dimensão social (S) pode impactar positivamente o desempenho corporativo, até mais que a ambiental (E) isolada (JAYACHANDRAN et al., 2013), destacando a gestão de pessoas e a retenção de talentos (FLAMMER; KACPERCZYK, 2019). Ao relacionar o lazer ao pilar social do ESG, permite-se incorporá-lo como prática que promove o bem-estar, a equidade e a sustentabilidade social, reforçando o compromisso das empresas com suas comunidades. Objetivo: aproximar o lazer da dimensão social do ESG, indicando formas de incorporálo às estratégias de sustentabilidade das organizações.