Resumo

Este trabalho propõe investigar quais os possíveis motivos que justificam a utilização do Livro Didático (LD) por parte dos professores de Educação Física (EF) atuantes na educação básica. Em geral, há dois grupos distintos quanto à utilização do livro: um grupo em que usa o LD como auxílio e outro que utiliza o livro como referência, conforme demonstrou Santos (2021). Isso posto, ao nos referirmos à inserção da EF no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), estamos, em essência, abordando a produção de manuais destinados ao fazer pedagógico-didático do professor. Vale destacar que a EF passou a integrar o PNLD apenas em 2019, sendo contemplada apenas na opção "manual do professor", diferentemente de todas as outras disciplinas, que foram atendidas nas três opções de materiais didáticos: a) livro do estudante impresso; b) manual do professor impresso; e c) manual do professor digital (Novaes et al., 2023). É importante enfatizar que estamos inseridos em um movimento de reestruturação das forças produtivas capitalistas, acompanhado de reformas educacionais que reconfiguram a função da escola para um novo modelo de sociabilidade. Desse contexto, a profissão docente aparece ocupando lugar de destaque, em uma perspectiva de “formar para as competências” (Saraiva; Souza, 2020). E é exatamente dessa conjuntura que a implementação do LD no campo da EF se apresenta em evidência, estritamente alinhado à aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), conforme aponta o estudo de Novaes et al. (2023).

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